ACIL defende diálogo responsável em debate sobre mudanças na jornada de trabalho
A discussão sobre possíveis alterações na jornada de trabalho no Brasil exige cautela, escuta ativa e responsabilidade. Trata-se de um tema com impacto direto na organização das empresas, nos custos operacionais e na previsibilidade necessária para a manutenção e geração de empregos, especialmente no setor de micro e pequenas empresas.
Qualquer mudança dessa natureza precisa ser construída com base em dados técnicos, análise de impactos e participação efetiva do setor produtivo. Decisões conduzidas sem diálogo tendem a criar insegurança jurídica, reduzir a competitividade e comprometer o ambiente de negócios, afetando diretamente a economia local e regional.
A ACIL reforça que desenvolvimento econômico e proteção ao trabalhador não são objetivos opostos. Ao contrário: empresas estruturadas, com regras claras e estáveis, são condição essencial para a geração de empregos formais e sustentáveis.
O debate sobre o mercado de trabalho deve considerar a realidade de quem empreende diariamente, enfrentando desafios relacionados a custos, produtividade e manutenção de postos de trabalho. A ausência dessa escuta enfraquece a eficácia das medidas propostas e amplia os riscos de efeitos indesejados.
Nesse contexto, a ACIL reafirma sua disposição para contribuir de forma construtiva com propostas que promovam equilíbrio entre competitividade empresarial, segurança jurídica e desenvolvimento social. A Associação acompanha o posicionamento do sistema associativista nacional e defende que mudanças estruturais sejam discutidas com responsabilidade, transparência e diálogo, em consonância com a CACB e demais Associações representativas do setor produtivo.