ÁREA DO ASSOCIADO

05/02/2018

Novo presidente da ACIL quer maior aproximação com associados



Texto de Monique Souza

Para ele, o dia começa cedo e com planejamento: correr 5 km antes de dar início a sua rotina de trabalho à frente do Atacadão Lazer Pré-Moldados, uma empresa há 23 anos na cidade de Leme, que trabalha com fabricação e comércio de churrasqueiras, lareiras, fogões a lenha e fornos de pizzas.

Formado em Ciências Aeronáuticas e Engenharia Aeronáutica e de Espaço, com Especialização em Administração de Organizações, Gustavo Moraes Cazelli voa longe quando o assunto está ligado à gestão e administração profissional, uma paixão que nasceu no convívio familiar.

“Eu cresci dentro da loja de meus avós. Minha avó paterna é empresária e atua no ramo de piscina e dela nasceram outros dois empresários, meu pai e minha tia que hoje é minha sócia. Meus avós maternos vieram do sítio e com a venda de suas verduras abriram uma quitanda na cidade”, explicou Gustavo ao lembrar também de duas tias empreendedoras individuais.
Ainda jovem, trabalhou na administração da loja de seu tio Antônio Carlos Pires de Moraes, que mantém há 39 anos no bairro Bom Jesus, a tradicional “Xodó Presentes”. Carlos enxerga no sobrinho um empresário que vive além de seu tempo. “Ele sempre foi muito dinâmico, dedicado e empreendedor desde criança. Lembro que quando o Gustavo tinha uns 14 anos ajudava na administração e organização da loja.”

De acordo com o tio e empresário, estar à frente de uma Associação Comercial requer muita habilidade. “Tudo tem que ser bem feito e planejado, para que as ações que você for executar sejam elas numa empresa, hospital, ou qualquer outro ramo tenham muita chance de dar certo.”, explicou ele ao comentar da pouca idade do sobrinho diante as inúmeras experiências profissionais que ele carrega. “Embora o Gustavo seja uma pessoa jovem, ele tem muita experiência e uma ótima formação profissional. O Gustavo é uma pessoa que gosta do que faz e nunca foi acomodado.”, pontuou.

PLANEJAMENTO

Para alçar um voo certeiro e livre de riscos é preciso conhecer antes o planejamento de cada atividade e estar com os dois pés aterrissados na terra, disso Gustavo Cazelli entende bem. “Existe uma força interna em mim muito grande que é a administração, sempre gostei muito. Cursei ciências aeronáuticas para me aproximar da administração aeroportuária, depois fui trabalhar na Embraer e lá tive a oportunidade de cursar engenharia aeronáutica e de espaço; então, virei investigador de acidentes de avião e desse trabalho recebi uma promoção para uma atividade com mais tarefas relacionadas à gestão na empresa e foi quando notei dificuldade em fazer gestão profissional. Resolvi estudar administração e vi que era exatamente isso que eu queria”, contou.

De olho na decolagem de seu biênio que compreende os anos 2018 e 2019, ele reforça a importância de aproximar, cada vez mais, a Associação Comercial dos Associados.

“Nossa ideia é trazer um pouco mais de cooperação para dentro da Associação Comercial. A Acil tem crescido muito do ponto de vista de sua representatividade, tanto no município como em aspectos internacionais a exemplo da missão junto à Alemanha que permitiu portas abertas. Então, o que a gente precisa? Precisamos ter respostas para essas ações que a Associação tem conquistado no dia a dia, trazer um padrão de trabalho que seja mais próximo de nossas empresas”, disse.

“Queremos que a Associação Comercial tenha a dinâmica de uma empresa de porta aberta, que ela vivencie os desafios ou que consiga perceber as dificuldades que as empresas têm para aquilo que a gente devolve às empresas em termos de serviço, atendimento, infraestrutura, assessoria e outras coisas”.

INOVAÇÃO

Da produção das peças pré-moldadas de concreto que saem de sua fábrica até o processo de venda dos produtos, Gustavo sabe o que é necessário para a boa gestão de uma empresa e, com olhar visionário sonha em implantar uma linha de atuação de inteligência na Acil que vise compreender, entre tantas mudanças de mercado, como as empresas lemenses vão responder a massiva progressão das lojas on-line, as indústrias cada vez mais automatizadas, as oportunidades e impactos da globalização nos negócios, e outros avanços ligados à agricultura e turismo.

“Quem é que está estudando aquilo que vai acontecer nos dois anos no varejo, indústria e atendimento de serviços? Se a gente não fizer isso agora, não vamos ajudar nossos associados”, comentou.

Para o novo presidente da ACIL é necessário atender a expectativa dos associados e, para isso, contou com a composição de uma diretoria que carrega no currículo uma vasta experiência profissional.

“Nós representamos os associados. É importante pensarmos de que forma vamos devolver ou responder as expectativas deles. Temos uma diretoria e um conselho que são formados por pessoas com formação técnica e prática que conta com experiência na indústria e relações comerciais e serviços, temos também diretor que atua com três lojas na cidade e que vive o balcão, há ainda pessoas com formação técnica e boa visão de organização e processos de trabalho. E, temos contadores e as pessoas seniores”.

A fim de seguir seu desafio o engenheiro, gestor, empreendedor e pai da Alice, sabe que na construção de uma cidade melhor é preciso contar sempre com o apoio de instituições. “Todos os projetos vão continuar. Nós não conseguimos fazer uma Leme melhor se a gente não multiplicar esforços. Temos que ser fomentadores e potencializadores de ações. Vai ser uma gestão de aproximação com as entidades do município, respeitando a missão de cada um”.


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