ÁREA DO ASSOCIADO

21/10/2020

Perguntas e Respostas Frequentes sobre o PIX



Já disponível para registro desde o dia 05 de outubro a ferramenta trará várias comodidades e agilidade nas transações bancárias.

1. Como fazer o cadastro?

Para ter acesso ao Pix a pessoa física ou empresa precisa ter uma conta transacional (conta corrente, poupança ou de pagamento) mantida em um prestador de serviços financeiros, como um banco, uma fintech ou uma plataforma de pagamentos.

As próprias instituições financeiras já têm contatado os seus clientes para que eles façam o cadastro no novo sistema. O registro acontece nos próprios canais do banco no qual o cliente tem conta, como o internet banking e o aplicativo. Se o correntista preferir, ele também pode procurar o banco.

  • O cliente deverá informar qual chave Pix vai querer usar para fazer seu cadastro.

  • Essa chave funciona como o código identificador do usuário dentro do sistema para receber e enviar quantias e pode ser: o RG, CPF, e-mail, telefone ou número aleatório gerado pelo sistema.

  • É essa chave que vai permitir que você transfira dinheiro para a conta de outra pessoa pelo Pix digitando apenas o celular ou o CPF dela.

 

Ao definir a chave de acesso e dar o consentimento para fazer o cadastro, a instituição financeira envia a informação do cliente para o Banco Central finalizar o cadastro em seu sistema. Por isso, os bancos, fintechs e outras instituições financeiras serão intermediadores entre o BC e o consumidor final.

 

2. Como funcionam as chaves Pix?

As chaves nada mais são que uma forma de identificar o usuário dentro do ecossistema Pix.

Cada pessoa física pode ter até cinco chaves por cada conta que estiver sob sua titularidade, e cada pessoa jurídica pode ter até 20 chaves, também por conta.

Só não é possível repetir a mesma chave para contas diferentes, porque o código vai funcionar como o endereço de entrega dos valores transacionados.

Para fazer uma transferência ou pagamento, será preciso acessar o aplicativo do seu banco, o mesmo que já é usado hoje, e selecionar a opção Pix – como acontece hoje para fazer um TED.

Por exemplo: A Silvia vai transferir dinheiro para Maria. Para fazer isso com o Pix, basta entrar no app do seu banco, selecionar a opção Pix, informar o tipo de chave que a Renata usa como, por exemplo, o celular, e, nesse caso, informar o número do telefone. Ao fazer isso, o valor será enviado para a conta na qual a chave dela foi cadastrada.

O objetivo é simplificar e agilizar o processo..

 

3. O cadastro é obrigatório?

Não é obrigatório para pessoas físicas e empresas não financeiras, apenas para instituições financeiras com mais de 500 mil clientes. Mas é recomendado pelo BC, já que o objetivo é popularizar o sistema em larga escala e as pessoas e empresas que não se cadastrarem ficarão à margem de um serviço usado por uma parcela ampla da população.

Mais de 900 instituições financeiras já estão cadastradas no sistema e mais de 50 países ao redor do mundo já operam sistemas similares.

4. Como usar o Pix?

Os consumidores poderão usar o Pix para fazer transferências ou pagamentos de contas e produtos de três maneiras principais:

a) Chaves Pix : com a chave cadastrada é possível fazer e receber transferências no novo sistema;

b) QR Code: ao escanear o código, que pode ser estático (gerado para uma única transação) ou dinâmico (gerado para múltiplas transações), o usuário consegue comprar produtos ou pagar contas. Inclusive, a proposta inclui a possibilidade de usar o Pix para pagar, com o QR Code, contas de luz e telefone em um futuro próximo.

Para quem não é familiarizado, o QR Code é aquele código de barras 2D, que ficou famoso com as doações pedidas nas lives de artistas na pandemia. Ao ser escaneado pela câmera do smartphone, o código direciona o usuário automaticamente à página usada para a transação e, no caso do Pix, já traz os dados necessários para a realização do pagamento.

c) NFC (Near Field Communication): pagamentos poderão ser feitos por meio de tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação.

5. O que são as chaves?

Chaves funcionam como apelidos (dá para comparar como o nome de usuário em uma rede social) para facilitar a transferência ou pagamento por meio do Pix. Ao invés de memorizar e digitar código do banco, agência, número da conta e CPF/CNPJ, o pagador só precisa informar uma chave de quem vai receber a ordem.

Essa chave pode ser:

E-mail;

Número de telefone;

CPF;

Sequência aleatória gerada pelo Banco Central.

6. Tem diferença ao usar uma chave aleatória?

Não, a única dificuldade é memorizar a sequência de caracteres gerada pelo Banco Central. Mas, o uso será o mesmo que as demais chaves: telefone, CPF e e-mail — basta informá-la a um pagador.

7. Quanto custa fazer uma transferência via Pix?

As transferências entre pessoas físicas são gratuitas. Na prática, isso significa que os clientes não precisarão mais pagar as tarifas de TED ou DOC.

As pessoas físicas também não têm tarifas ao fazer pagamentos a estabelecimentos. Já o lojista estará sujeito a taxas ao receber os pagamentos. Mas, segundo o diretor do Banco Central, as tarifas devem ser bem menores do que as cobradas hoje. Transferências entre pessoas jurídicas também serão tarifadas.

De acordo com o Banco Central, as instituições financeiras que vão decidir quanto vão cobrar e os estabelecimentos comerciais poderão escolher as taxas que julgarem mais justas para operar.

Sem a necessidade das maquininhas de cartão, o custo do lojista pode cair bem. Se isso vai gerar uma queda de preços para o consumidor, ou um aumento de margem de lucro para o lojista, é uma questão que será respondida nos próximos meses.

Além disso, com o Pix, o estabelecimento vai receber os recursos imediatamente e não mais em dois ou 30 dias como acontece com os cartões de débito e crédito, respectivamente.

8. Em quanto tempo recebo um Pix?

A velocidade de transferência é um pré-requisito básico de qualidade que o Banco Central impôs e vai cobrar das instituições financeiras.

O tempo máximo previsto que o consumidor vai demorar para receber a transferência de um amigo, por exemplo, será de dez segundos. Podem ocorrer momentos de maior congestionamento no sistema, mas o Banco Central fiscalizará o cumprimento desse prazo.

9. Tem limite de valor?

Não há um limite de valor definido pelo BC, mas, assim como acontece em outros tipos de transações, as próprias instituições financeiras podem definir um teto, desde que ele não seja inferior ao já praticado em outros tipos de transferências.

Na prática, se um banco impõe um limite de R$ 5 mil para uma TED ao cliente A, o limite do Pix não pode ser inferior a esse valor para essa mesma pessoa.

10. É seguro?

A preocupação com a segurança é normal em meio ao processo de digitalização.

Os bancos e instituições financeiras serão também responsáveis pela segurança do sistema e aplicarão suas regras a fim de evitar prejuízos financeiros.

Não será autorizada a transferência de R$ 5 mil às três horas da manhã por meio da conta de uma senhora que não costuma fazer transações de madrugada, por exemplo. O Banco Central também vem trabalhando para estabelecer balizas mínimas no tratamento de fraudes junto às instituições

As informações são protegidas pelo sigilo bancário, assim como as transferências via TED e DOC, e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As transações também serão criptografadas

11. O que acontece se meu banco não participar?

Só será possível enviar e receber um Pix por meio das instituições financeiras participantes do sistema, cadastradas junto ao BC.

Para que o Pix seja aderido em massa, as instituições que têm mais de 500 mil contas ativas foram obrigadas a se cadastrar, conforme mencionado antes. Se enquadram nesse grupo cerca de 30 empresas, que são responsáveis por quase 90% das transações financeiras do país. As outras instituições têm adesão alternativa.

Importante, o Pix vai funcionar também com fintechs como o PicPay ou Mercado Pago, as chamadas carteiras digitais. Dessa forma, quem tem conta em banco pode enviar para alguém no PicPay ou vice-versa

12. É possível agendar um Pix?

Sim. O recurso, chamado de “Pix agendado”, permitirá que o usuário agende um Pix para determinada data futura, como acontece hoje com DOC e pagamento de boletos, por exemplo. E também será possível cancelar o agendamento até a data prevista para a transação acontecer.

13. Qual a diferença do Pix para o TED ou DOC?

Não há restrição de horários para efetuar um Pix;

O dinheiro é transferido na hora, no caso de TED e DOC pode levar um dia útil;

Pix não exige conta bancária, pode ser feito via carteiras digitais;

Um endereço (chave) é suficiente para transferir no Pix, sem precisar informar banco, agência, número da conta e documento do recebedor.

14. E se eu enviar um Pix para a pessoa errada?

O pagador deverá conferir os dados (valor e destinatário) antes de confirmar a operação. Depois que a transação for efetivada, não poderá ser estornada ou cancelada. A solução é negociar com o recebedor e pedir a devolução.

15. O que fazer para não cair em golpes?

O Banco Central recomenda que o usuário realize o cadastramento de chaves apenas por meio das plataformas dos bancos, assim como deve, futuramente utilizar essas mesmas para qualquer operação envolvendo o PIX.

Já as instituições financeiras deixam claro que nunca exigem senhas ou código de validação de transações (tokens) em plataformas alheias a seus canais digitais.

É importante também  ficar de olho nas redes sociais , pois golpes como esses podem chegar por mensagens de Whatsapp, e-mails, SMS entre outros sites. Sempre que receber uma mensagem de seu banco ou financeira, repasse sempre os passos a seguir:

  • Nunca clique em links antes de fazer uma boa checagem da mensagem, tendo cuidado redobrado com links encurtados. Verifique os outros itens da mensagem com o máximo de cuidado possível;

  • Nunca informe senhas ou tokens fora do aplicativo ou site oficial do banco (nem mesmo em ligações);

  • Não compartilhe código de verificação , como do WhatsApp, recebido por e-mail ou por SMS;

  • Verifique o número que enviou o SMS, pois números desconhecidos podem significar golpe;

  • É preciso tomar cuidado ao compartilhar a chave Pix, assim como celular, e-mail e CPF, bem como os dados bancários.

  • Cheque sempre o remetente do e-mail para verificar se é um endereço válido de seu banco;

  • Nas redes sociais,  confira se a conta da instituição é verificada ;

  • Desconfie de promoções muito generosas.
     

Fontes - https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/12-respostas-rapidas-sobre-o-pix-o-novo-sistema-de-pagamentos-instantaneos-do-bc/

https://tecnoblog.net/366108/20-perguntas-e-respostas-sobre-o-pix/

https://economia.ig.com.br/2020-10-08/veja-como-evitar-golpes-no-cadastro-da-sua-chave-pix.html


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